Na Era da Informática
Parece coisa de cinema.
Poderia ser... talvez, quem sabe, enredo de o “O Exterminador do Futuro”, onde o ex-fisiculturista Arnold Schwarzenegger interpreta o ciborgue que vem do futuro para destruir O’Connor, que irá ameaçar, em tempos vindouros, a rebelião das máquinas contra os humanos, impedindo-as de assumir o controle do Mundo.
Porém, no meu caso, tudo começou, em “era” recente, com a fuga da minha máquina fotográfica. Sumiu, escafedeu-se... muito provavelmente, no estádio do Goytacaz, onde eu vinha obtendo excelentes imagens da alegria e alegoria de sua entusiástica e mágica torcida.
Bom! – disse eu – Vou trabalhar o blog sem imagens até comprar outra câmera digital (pela internet, é claro).
Mas qual o quê!
Elas se rebelaram.
Que máquinas ardilosas. Começaram por... “péra” aí... deixe eu me lembrar:
“--Ele está vindo!
--Vamos aprontar, então.
--É mole! É só bloquear seu acesso aos eletrônicos.
--Eu faço seu computador surtar.
--Acabei com seu controle remoto da SKY.
--E eu com o seu rádio/CD/MP3 automotivo.
--O som ligado à TV está liquidado.
--Os radinhos à pilha também.
--Ih, ih, ih... o aparelho de TV está gerando imagem verde que nem HULK.
--Ele apareceu com um notebook... e daí?
--Já detonei. Quebrei o display.
--Ele tentou reanimar o computador.
--O “but” não vai fazer efeito. Abortei o acesso ao drive de CD/DVD. Sem programas.
--Ótimo! Assim ele não cria mais nada e não acessa o que já fez.
-- Ei! Tem mais... O computador na oficina está bom... mas em casa...
--Ouvi dizer que ele vai comprar outro.
--Vamos nos preparar, então!
--Com cuidado, pois parece que ele está “pê” da vida.
--Ainda mais que os cupins que o atacaram eram cupins intelectuais... só atacaram seus livros e apostilas, nada de madeira.Temos algumas tribos que atacam computadores?”
--Se não... treinamos ou criamos, ué!
Passei noites a ouvir fantasmas de computadores e cupins nas paredes.
As noites de insônias me trouxeram várias criações de textos de histórias reais ou de ficção, sem, contudo, poder registrá-las. Talvez, quem sabe, ainda as resgate.
Por enquanto, estou tentando voltar à blogosfera.
Sem maquinação ou cupinzeiro.
Principalmente, sem maquiavelismo ou politicalha. Apenas com a paz que me rodeia em Atafona e que ainda existe em alguns pontos da “Terrinha”.
Tempos depois...
Voltei a “bloguear” em off, ou seja, complementar o texto. Antes de trocar o display do notebook, resolvi dar uma última oportunidade de vida ao computador. O técnico disse que o consertou - mas que o botão de “liga-desliga” estava com mau contato. Nunca mais ligou! E o técnico nunca mais está em casa ou nunca mais atende os três celulares.
E a internet da PROMIL -Programa Municipal de Internet Livre (grátis-via rádio), de S. J. da Barra, sumiu! Há mais de mês. E nunca mais voltou. Venho tentando a portátil paga. As atendentes ainda não conseguiram me atender explicitamente. Mantenho a esperança.
Estou digitando (para transportar através de pen-drive a uma lan-house) num “frankenstein”: o notebook, com a tela desfigurada (encoberta por pano escuro), está ligado ao monitor do computador de mesa que está “dormindo”.
Só quem não dorme sou eu.
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